Um amanhecer para chamar de meu

     A diferença já começou pela localização do hotel, longe do comum. O (muito bem) escolhido foi o Buenos Aires Grand Hotel, na Recoleta.

    O hotel fica na Av. Gal. Las Heras quase esquina com Callao (Las Heras y Callao como costumávamos orientar os taxistas) e de lá andamos muito, para todos o lados.

      O hotel em si é maravilhoso, novinho, vizinhança tranquila, sem barulho, quarto super confortável, temperatura sempre agradável, perfeito. Lá o que mais gostei foi  uma cortina automática de duas camadas: uma persiana colada à enorme janela e uma outra camada formada por uma folha única preta, que quando fechada não permitia a entrada de um único feixe de luz, perfeito pra dormir. E graças a essa cortina, tínhamos um amanhecer para chamar de nosso. No momento mais conveniente, um simples toque no botão, dava permissão ao sol para entrar lentamente no quarto, uma alvorada particular!

A foto não foi tirada por mim, mas o quarto é exatamente assim

A foto não foi tirada por mim, mas o quarto é exatamente assim

      Depois de sair da cama, ia até a janela, abria e ficava alguns minutos olhando as poucas pessoas que passavam pela rua, queria ver como estavam vestidas para ter noção do clima. Via pessoas de idade caminhando, corredores de rua com seus fones de ouvidos alheios a tudo, “homens de negócio”, os passeadores com seus cães… E logo estaríamos nos juntando a eles, seríamos um deles: vestidos com a mesma quantidade de roupas mas com nenhum cachorro, apenas uma mochila e nosso mapa.

     Ficar na Recoleta é quase que ficar em outra Buenos Aires. Que lugar agradável! Alguns poderiam dizer que é um bairro “meio longe”. Bom, depende do referencial. A intenção era fugir do óbvio, como já dito, e o óbvio seria o centro/microcentro que fica “pertinho de tudo”. De fato, mas também fica perto da aglomeração turística e do próprio vai e vem argentino, afinal como em qualquer outra metrópole, existe aquela selvageria urbana que estamos bem acostumados.

     Na Recoleta é diferente. Bairro charmoso, nobre,  com barracas que explodem de tantas flores, gente diversificada, educada,  as ruas largas, além dos passeadores várias pessoas passeando com seus cães e as calçadas sempre limpas, prédios de  arquitetura linda. Você anda observando cada um deles, analisando a decoração externa dos apartamentos,  e diante de tantas placas de aluga-se e vende-se dá para delirar um pouquinho escolhendo qual deles gostaríamos de adquirir.

Recoleta

      Depois de alguns dias, já estávamos nos sentindo moradores… a “pharmacia” na esquina, um Carrefour Express a dois quarteirões, as duas melhores sorveterias (Freddo e Persicco) ali bem pertinho…  lá na  Av. Santa Fe com a Callao o metrô, ou melhor, o Subte. E no sentido oposto, seguindo pela Callao a elegantérrima Av. Alvear. Andar pela Recoleta era obrigação prazerosa!

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Um pouco do Hotel MamaSara

Hoje, 31 de dezembro de 2010, levantei um pouco mais tarde, aliás todos nós levantamos. Desci para o café da manhã e lá encontrei um casal muito simpático de brasilienses que conheci pelos tours (também eram da “turma” do Amarildo). Fiquei um tempo conversando com eles e trocando experiências sobre os lugares, os hotéis…

Um pouco depois, os Nascimento’s desceram. Após nosso café, fomos passear pela cidade, ver onde seria nossa ceia, também precisávamos tirar uma fotita com as “locais”, com as lhamas…

Eu gostei muito do hotel que ficamos em Cusco, o Mamasara. Olhando por fora a gente não dá nada, mas seu interior é muito agradável, limpíssimo, deve ser bem novo, ou pelo menos tem esse aspecto, o pessoal muito simpático (aliás como praticamente todos no Perú), internet 100%, o café da manhã bem gostoso também, enfim, recomendo a todos.

É um hotel pequeno, com 3 andares. Pouco movimento e bem tranquilo. Ele está a 10 minutos aproximadamente da Plaza de Armas, a rua cai diretamente lá. A gente dizia que ele fica no “pé do morro”, porque seguindo a rua, começa a estradinha que vai pras ruinas de Saqsayaman. A noite é meio estranho andar por ali, porque a rua é meio deserta e a iluminação é baixa. Talvez seja apenas impressão.


Nosso quarto. Bem aconchegante, espaçoso (nunca o suficiente pra quantidade de malas que sempre carregamos) e bem arejado, só é um pouco frio. Apesar de ter um aquecedor, ele era ligado somente a noite, e por alguma razão, não esquentava o quarto, nem mesmo eu que estava ao lado. Servia mesmo era pra secar as calcinhas rsrs que ficavam proximas. Talvez no inverno eles aumentem a potência. O banheiro, MUITO bom, um dos melhores que já fiquei.

Hoje foi o 4o. dia em Cusco, e achei que já estaria ambientalizada com a altitude, mas me enganei. Apenas o trajetinho com um pouquinho de inclinação do hotel até o centro (que dá uns 10 minutos andando sem pressa) foi o suficiente pra causar um certo mal estar. É uma sensação chata, um pouco de tontura, uma certa pressão no peito e aquela dificuldade de inspirar. Na verdade, eu custei a perceber que era a altitude, mais uma vez achei que eu não estava legal (lembrei da Lemonade do Hard Rock). Quando comentei que não estava bem, fiquei feliz porque tanto a Ê quanto o Zé também não estavam legais (que coisa né, fiquei feliz porque todos estavam ferrados e não apenas eu rsrs). Como é pertinho, voltamos pro hotel pra trocar de roupa porque estava calor, embora o dia estivesse com cara de frio. Nessa volta, tomei um cházinho de coca e como último recurso, masquei umas folhinhas. Deu uma melhorada.

Voltamos para a Plaza e já procuramos um lugar para almoçar.

Achamos um restaurante pequeno mas bem jeitosinho. Eu ainda estava no pique de comer comidas típicas, mas dessa vez me dei mal. Não que estivesse ruim, mas o cardápio me pregou uma peça. Eu pensei que o prato era uma espécie de camarão na moranga e como aqui os camarões são enormes, não hesitei. Mas para minha decepção, era uma espécie de ensopado, com os camarãozões inteirinhos (com perninhas peludas), um caldo ralo (tipo sopa mesmo) e o pior pra mim, com ovo tipo quando é quebrado no caldo. Não deu pra comer, eu bem que tentei, mas só o cheiro já me embrulhava. Fiquei só na entradinha mesmo, que estava uma delicia. Mas esse ensopado me azedou pro resto do dia.