Feliz Año 2011

Enfim, chegou a hora da virada…

Dois mil e onze chegou mais cedo no Brasil, 3 horas antes que aqui. Vimos pela TV todas as comemorações, e nessa hora bate uma grande saudade de todo mundo. Tem sido assim nos últimos anos… fico pensando na minha família e nos meus amigos. Dá vontade de ligar pra cada um deles, mas como sempre dei um jeitinho: pra uns eu liguei, outros me ligaram, mandei torpedos, emails, MSN…

Aproveitamos as horinhas a mais de 2010 descansando. Estava frio e ficamos no quarto do hotel até umas 23 horas, quarto esse que mais parecia uma ala hospitalar: a Ê se recuperando da gripe, eu ainda “estragada” graças ao ensopado de camarão e o Zé… com o fiel Floratil ao lado.

Então descemos pra Plaza de Armas.

O bom de viajar é isso: vivenciar e saber apreciar a cultura do local que se está. Tudo aquilo me lembrava uma festa típica do interior: a igrejinha, as barraquinhas de comida e o povo todo em volta. Com uma diferença, eu estava em Cusco, no Peru, rodeada de gente do mundo inteiro. Em frente à igreja havia um palco montado e uma banda tocava no melhor estilo Calipso, inclusive com as dançarinas. Por todos os lados para onde se olhava, pessoas soltavam um tipo diferente de fogo de artifício, parecido com um risca-céu mas que saía continuamente de um longo tubo que enfeitava o céu  dando uma certa singularidade àquele momento.

A chuva que começou a apertar esfriou o ânimo de alguns e logo o número de corredores foi diminuindo, mas a festa iria longe, mas não pra nós. Voltamos pro hotel logo porque além da chuva forte, nosso voo de volta sairia logo cedinho.

Fui dormir muito feliz. Feliz por estar alí, feliz por tudo o que aconteceu em 2010: que começou em Orlando e terminou em Cusco, por tudo o que eu conquistei nesse ano, pelas pessoas que conheci, enfim, por tudo. Sou grata a Deus por cada dia.

Por volta das 6 da manhã, quando estávamos a caminho do aeroporto, tinha muita gente na rua, terminando a festa. O último fato interessante foi uma revista nas malas ainda na fila do check-in: todas as malas revistadas em buscas de folhas de coca, ou caramelos de coca ou qualquer coisa de coca…

O vôo foi tranquilo, mas óbvio que tinha crianças bagunceiras e flatulentas bem atrás de nós, mas logo arrumei uns assentos vazios lá no fundo da aeronave onde pude dormir deitada (deitada é modo de dizer né…).

E assim terminou essa viagem inesquecível.