Plaza de Armas, Cusco

O centro de Cusco é bem bonitinho e agradável, e já estava bem movimentado, predizendo como seria a noite. Enquanto sacava minha fotitas na Plaza de Armas, eis que me aparece uma niña vendendo o quê?? Óculos 2011!!!


Ela se aproximou timidamente, me olhou e perguntou, quase sem esperanças de que faria uma “boa venda”, se eu queria os óculos. Em questão de milésimos de segundo decidi que, independente do preço ou da qualidade daquele adorno, eu iria comprar, pelo simples fato de não vê-la ir embora de cabeça baixa, talvez dizendo pra si mesma “eu sabia…” confirmando o pessimismo que seus olhos refletiam.  Já com meus óculos, pedi para tirar uma foto com ela, que sem titubear, permitiu. Não sei se o único sole que me custou esse óculos fez alguma diferença pra ela, mas para mim fez. Porque lembrei-me dos óculos “2008”, que quando vi pela TV, imediatamente decidi que iria ter o “2009”. E trabalhei muito para ir lá comprar. Quem acompanha meu blog desde os primórdios, sabe que os óculos temáticos tiveram um significado simbólico pra mim.

-> Na verdade, eram óculos 20.011!

Pelas ruas de Cusco, encontrei um dos labradores mais lindos que já vi (óbvio que a mais linda de todas é a minha Lauren – não há labrador mais lindo que ela no mundo inteirinho), mas esse é muito fofo, o Icarus, e fala alemão!! Sim, a sua dona nos contou que ela o trouxe da Alemanha. Então, deu alguns comandos pra ele, tipo “dá a patinha” em alemão, não é uma graça?

Logo chegamos em Qoricancha, onde aconteceu a comédia do dia.

Nós queríamos tirar fotos com as mulheres vestidas em trajes típicos, e foi em Qoricancha que vimos a maior concentração delas. Como tudo na vida tem um preço… obviamente teríamos que pagar por essas fotos. Até ai tudo bem. O engraçado foi quando, depois de umas 5 fotos, as mulheres, pediram para parar ou se quiséssemos mais, que pagássemos mais. Paramos e fomos tirar com um outro grupinho que estava ali perto, de meninas com uns bebê-lhamas. Então uma mulher que estava no outro grupo veio até mim e disse que eu não paguei pra ela. Eu respondi que não paguei porque não tirei foto com ela (ela estava sentada ao lado das outras) e ela nem sequer saiu nas minhas fotos. Ela apontou pra Elaine e pro Zé e eu disse que eles também não tiraram fotos com ela. Ela voltou pro lugar decepcionada em não ter recebido “direitos de imagem” pelas fotos que NÃO apareceu!


-> A mulher que veio me cobrar estava sentada ao lado dessa da esquerda. Eu acho que as lhamas é que deveriam receber o dinheiro, afinal, pelo menos elas dão um sorrisinho pra foto!

Acabou por ai??? Não!!! Tirei as fotos com as niñas e o bebê-lhama e quando fui pagar, a menina disse que era muito pouco, que elas estavam em seis (mas eu não tirei foto com todas!)… e eu só tinha nota alta. O que eu iria fazer, apagar as fotos? Ofereci meu “dólar da sorte” que estava na carteira e ela não aceitou. Pois a menina não disse que me dava troco! Eu paguei 10 soles, mas disse que era pelas minhas fotos e dos meus amigos. Uma delas concordou, a outra, com cara feia ficou dizendo que não e não, e olha que ela nem sorriu na minha foto. E o bebê-lhama ainda mordeu a Elaine!


-> A da esquerda foi a que mais reclamou e nem pra fazer cara bonita pra foto!!!

Após a discussão das fotos, tiramos mais algumas, tomando todo cuidado para não sair nenhuma “modelo profissional” e/ou suas lhamas e voltamos para o hotel. Realmente hoje eu não fiquei legal, fiquei estragada o dia todo por causa daquele ensopado de camarão. Na verdade, ainda paramos em um Café francês, onde comi alguns docinhos pra ver se tirava o gosto, mas nem assim…

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Um pouco do Hotel MamaSara

Hoje, 31 de dezembro de 2010, levantei um pouco mais tarde, aliás todos nós levantamos. Desci para o café da manhã e lá encontrei um casal muito simpático de brasilienses que conheci pelos tours (também eram da “turma” do Amarildo). Fiquei um tempo conversando com eles e trocando experiências sobre os lugares, os hotéis…

Um pouco depois, os Nascimento’s desceram. Após nosso café, fomos passear pela cidade, ver onde seria nossa ceia, também precisávamos tirar uma fotita com as “locais”, com as lhamas…

Eu gostei muito do hotel que ficamos em Cusco, o Mamasara. Olhando por fora a gente não dá nada, mas seu interior é muito agradável, limpíssimo, deve ser bem novo, ou pelo menos tem esse aspecto, o pessoal muito simpático (aliás como praticamente todos no Perú), internet 100%, o café da manhã bem gostoso também, enfim, recomendo a todos.

É um hotel pequeno, com 3 andares. Pouco movimento e bem tranquilo. Ele está a 10 minutos aproximadamente da Plaza de Armas, a rua cai diretamente lá. A gente dizia que ele fica no “pé do morro”, porque seguindo a rua, começa a estradinha que vai pras ruinas de Saqsayaman. A noite é meio estranho andar por ali, porque a rua é meio deserta e a iluminação é baixa. Talvez seja apenas impressão.


Nosso quarto. Bem aconchegante, espaçoso (nunca o suficiente pra quantidade de malas que sempre carregamos) e bem arejado, só é um pouco frio. Apesar de ter um aquecedor, ele era ligado somente a noite, e por alguma razão, não esquentava o quarto, nem mesmo eu que estava ao lado. Servia mesmo era pra secar as calcinhas rsrs que ficavam proximas. Talvez no inverno eles aumentem a potência. O banheiro, MUITO bom, um dos melhores que já fiquei.

Hoje foi o 4o. dia em Cusco, e achei que já estaria ambientalizada com a altitude, mas me enganei. Apenas o trajetinho com um pouquinho de inclinação do hotel até o centro (que dá uns 10 minutos andando sem pressa) foi o suficiente pra causar um certo mal estar. É uma sensação chata, um pouco de tontura, uma certa pressão no peito e aquela dificuldade de inspirar. Na verdade, eu custei a perceber que era a altitude, mais uma vez achei que eu não estava legal (lembrei da Lemonade do Hard Rock). Quando comentei que não estava bem, fiquei feliz porque tanto a Ê quanto o Zé também não estavam legais (que coisa né, fiquei feliz porque todos estavam ferrados e não apenas eu rsrs). Como é pertinho, voltamos pro hotel pra trocar de roupa porque estava calor, embora o dia estivesse com cara de frio. Nessa volta, tomei um cházinho de coca e como último recurso, masquei umas folhinhas. Deu uma melhorada.

Voltamos para a Plaza e já procuramos um lugar para almoçar.

Achamos um restaurante pequeno mas bem jeitosinho. Eu ainda estava no pique de comer comidas típicas, mas dessa vez me dei mal. Não que estivesse ruim, mas o cardápio me pregou uma peça. Eu pensei que o prato era uma espécie de camarão na moranga e como aqui os camarões são enormes, não hesitei. Mas para minha decepção, era uma espécie de ensopado, com os camarãozões inteirinhos (com perninhas peludas), um caldo ralo (tipo sopa mesmo) e o pior pra mim, com ovo tipo quando é quebrado no caldo. Não deu pra comer, eu bem que tentei, mas só o cheiro já me embrulhava. Fiquei só na entradinha mesmo, que estava uma delicia. Mas esse ensopado me azedou pro resto do dia.

“Velha montanha” – A cidade nas nuvens

* em quechua, Machu Picchu quer dizer “velha montanha” (Wikipedia)

30/12/2010

Depois de todo aquele êxtase que tomou conta de mim e  me deixou sem palavras, posso agora contar com mais detalhes como foi esse grande dia.

Assim que chegamos em Águas Calientes, no dia anterior, já havíamos combinado os detalhes com o Pedro, que seria nosso guia em Machu Picchu: deveríamos estar na entrada às 7:45 e nos juntar ao seu grupo que seria identificado por uma bandeira branca.

Para chegar até a entrada de MP, pega-se um micro-ônibus que faz o percurso por uma estradinha bem estreita beirando a montanha. Como chovia muito e havia aquela nevoeiro típico de lugares altos, mal enxergávamos a paisagem lá fora. Nossa visão alcançava apenas a mata que beirava a estrada. De uma certa maneira, não ver muita coisa era até que bom, pois, estrada estreita, chuva e ao lado uma encosta sem proteção alguma, propiciavam uma pequena descarga de adrenalina, principalmente quando vinha em nossa direção outro ônibus fazendo o caminho de volta e estávamos no lado do morro. Podemos dizer que foi uma subida “com emoção”. Mas devo dizer que em nenhum momento houve perigo real, percebe-se que os motoristas são conhecedores de cada metro dessa rota, passando muita segurança para os passageiros. A “emoção” fica por conta da imaginação.

Pontualmente estávamos todos lá, e após as orientações iniciou-se a subida às ruínas. Nesses primeiros momentos, me senti um pouco angustiada com a possibilidade de não conseguir ver a cidade como tanto queria. Acredito que essa angústia tornou ainda mais penosa a subida dos primeiros e infinitos degraus. A neblina era tanta, que do ponto que estávamos já seria possível avistar a cidade, porém eu imaginava que tínhamos que subir muito ainda, pois minha visão se restringia ao lance de escadas seguinte.

Nossa primeira parada foi exatamente no ponto de onde a National Geographic (segundo Pedro, o guia) tirou aquela  “foto clássica”. Foi quando minha angústia começou a se transformar em tristeza, porque tudo parecia que eu não teria a minha “foto clássica”, uma foto que eu vinha imaginando desde o dia que decidimos vir para cá. Já não chovia mais, mas as nuvens ainda escondiam as montanhas e um pouco da cidade, dando a impressão de estar faltando algo naquela imagem. A própria paisagem fazia lembrar uma ruína, que você vê apenas um pedaço e imagina como era o resto. Mas como num sopro divino, a “ruína”  foi inteirada, e Machu Picchu apareceu por completo diante de meus olhos.

 

-> INTIHUATANA – o relógio do sol


Veio uma vontade assaz de ficar parada olhando para a cidadela como se fosse um quadro gigante a minha frente, não parecia ser real. Com a incerteza das nuvens encerrarem precocemente aquele espetáculo, tratei de bater quantas fotos eu pudesse, não para me lembrar do que via, até mesmo porque seria impossível esquecer, mas para quando eu olhar as fotos, possa fechar os olhos e voltar lá e sentir tudo aquilo novamente.

 

Templo do Condor

Templo do Condor

 

-> O templo do condor e a escultura que representa essa ave.

O guia foi percorrendo a cidade e parando em alguns pontos importantes para contar um pouco da história, da cultura e modo de vida dos incas. Esse tour leva aproximadamente 3 horas. Quando então termina e podemos circular livremente entre as ruínas. Infelizmente para o Zé, esse passeio deve ter levado umas 6 horas para acabar. Ele foi traído pelo Floratil, e assim que o Pedro liberou o grupo, ele subiu e desceu escadas em busca do “servicio sanitario” tão rápido como qualquer inca que alí morou. Em questão de segundos, não mais o avistávamos.

Templo das Três Janelas

-> Templo das 3 Janelas – do lado esquerdo dessa pedra central, tem uma pedra esculpida em degraus, é a Cruz Andina (Chakana) ou metade dela. Como lá em Ollantaytambo, no solstício de inverno, o sol entra pela janela, e a sombra dessa pedra, forma sua outra metade.


Nossa intenção era ficar por alí (após reencontrarmos um Zé mais aliviado), porém começou a chover forte  novamente e então resolvemos voltar para Águas Calientes, felizes.

Após o  almoço resolvemos andar um pouco e comprar umas lembrancinhas. Era ainda por volta das 13/14 horas e não tínhamos mais o que fazer. Nosso trem partiria somente às 19:20,  não podíamos voltar para o hotel (e para aquele nem queríamos), o jeito então foi sentar no banco da praça! Mas o cansaço era tanto, que procuramos outro hotel, pagamos uma diária apenas para tomar um banho e repousar até a hora da partida. Foi a melhor coisa que fizemos.

Águas Calientes

A volta também foi tranquila, mas a estação fica em Ollantaytambo, e tínhamos mais umas 2 horas até Cusco. Esse trecho foi feito em uma van que estava nos aguardando lá, e junto veio uma turma de brasilienses. Essa parte da viagem parecia não ter mais fim. Mas chegamos, graças a Deus!! rsrsrs

Machu Picchu

Nada do que eu tenha visto ou lido me preparou para esse momento.

 

Quando saímos do hotel estava chovendo muito, e fiquei com receio de não poder ver nada. Quando chegamos lá em cima, mal dava pra ver as ruínas. Mas caprichosamente, as nuvens foram se dissipando, como se fossem cortinas abrindo-se para começar um espetáculo.

As fotos não ficaram tão lindas como gostaria, mas estando lá, não dá vontade de parar de admirar. É tudo muito fascinante, hipnotizador. Aquilo me fez pensar em tantas coisas… refletir… eu estava literalmente nas nuvens.

Mais uma vez, realizei um sonho, que como os outros parecia impossível.

 

 

MAS NADA É IMPOSSÍVEL

 

Próximo destino: Águas Calientes

O trem só partiria as 19:30, então ainda tínhamos bastante tempo em Ollantaytambo. Na verdade, não fizemos nada!!! Ficamos por alí, esperando as horas passarem.

Fazendo uma horinha…


–> há 45 dias estávamos na 5th!!

Acreditem ou não, essa é uma rua de duas mãos

Lá pelas 17:30, resolvemos “jantar”. Comi sopa de quinua e adorei!

De lá pegamos uma ruazinha até a estação.

Aguardando o trem

O embarque começou com uns 15 minutos antes da hora da partida, e apesar de parecer uma bagunça, estava tudo organizado e o trem saiu na hora exata. O trem é muito bom, tem lanchinho, e a viagem foi ótima. Chegamos lá umas 22:30.

O único problema de toda a viagem aconteceu quando chegamos em Águas Calientes. O guia veio nos recepcionar, combinamos tudo com ele sobre a visita a Machu Picchu no dia seguinte e ele ligou para o hotel para que alguém viesse nos pegar. Só de escutar a conversa percebemos uma má vontade por parte da pessoa do outro lado da linha. Ele precisou ir embora e nós ficamos alí sem saber pra onde ir. Até que encontramos uma pessoa que fez a gentileza de nos acompanhar até o hotel. Chegando lá, não era nada do que vi pela internet. O quarto fedia a mofo, porque apesar de ter janelas, elas estavam tampadas, e as paredes forradas com carpete. Eu que vivo com alergia, a Elaine mal da gripe e o Zé que não aguentava o cheiro também. Fui reclamar e a mulher me deu mais um quarto, que estava nas mesmas condições. Quando fui tomar banho, a luz do banheiro queimou, daí resolvi tomar no outro quarto. Fui me enxugar e a toalha rasgou no meio de velha que estava!!! Eu comecei a rir sozinha. Perguntei da internet, ela falou que não tinha, só no restaurante vizinho, mas a partir das 9 da manhã, quando já não estaríamos mais no hotel.  Tudo bem que era uma noite só, mas vai dormir com a rinite atacada vai! Só na base do Allegra. Mas o pior… o quarto de cimas era um barulho só, até moeda caindo fazia um estrondo. E quando foi lá pelas 4 da madrugada, a mulher foi despertar alguém (serviço despertador in persona), só que ela despertou o hotel inteiro, porque batia tão delicadamente na porta do quarto da pessoa quanto uma britadeira e gritava “despertador!”. As 4 Q U A T R O da madrugada!

Se alguém for pra lá não fique no hotel Pachakuteq.

Ollantaytambo

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Meu segundo lugar favorito.

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Aqui eu passei a admirar ainda mais os incas e talvez rever meus conceitos sobre a existência de extra-terrestres rsrs. Nesse lugar você passa a refletir sobre quem foi esse povo, como conseguiram fazer tanto em tão pouco tempo de existência. Acredita-se que o império inca durou aproximadamente 300 anos. Os primeiros indícios datam de 1200 d.c. e esse povo foi dizimado em 1530 mais ou menos, com a chegada dos espanhóis. Segundo a guia, o número de incas chegava nos 18 milhões.

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Eu acho que essa gente passava o tempo todo talhando pedras!!! E sem ferramentas, era pedra na pedra mesmo. E também não há indícios do uso da roda, era tudo arrastado, empurrado, com o auxílio de troncos colocados sob a pedra. Mas a perfeição de encaixe, a lisura, o formato, e o local aonde eles levavam as pedras é de considerar que os incas tiveram a ajuda de seres extra-terrenos mesmo!

Outra coisa muito interessante é o conhecimento que eles tinham de astronomia. Eles conheciam exatamente os movimentos da terra, do sol, a posição das estrelas e tantas outras coisas. E suas edificações eram baseadas nesses conhecimentos e com isso conseguiam coisas extraordinárias.

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Por exemplo: essa montanha da foto de cima tem um perfil de um rosto, cuidadosamente esculpido pelos próprios incas (o que já é magnífico por si só).

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Notem o detalhe do olho

Na foto seguinte, nota-se que foi esculpida na parede metade do que eles chamam de Cruz Andina. No solstício de inverno, quando o sol nasce e seus primeiros raios atravessam o rosto esculpido da montanha, ela faz sombra nessa pedra, formando exatamente a outra metade da cruz!! Não é fantástico?!

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A guia disse que em Machu Picchu existe esse mesmo fenômeno criado pelos incas, porém a cruz está com a metade de cima e a sombra se forma na metade de baixo.

Eu simplesmente adorei esse lugar. O único inconveniente é subir infinitos degraus, lembrando que é o ponto mais alto, 3.800 m/snm. A gente sobe 10 degraus, e o coração já está saindo pela boca. Mas o que vemos e aprendemos vale todo esforço.

Nosso tour terminou por aqui, mas hoje não voltamos para Cusco, mas sim seguimos de trem para Águas Calientes, porque amanhã é o grande dia: Machu Picchu.

Vale Sagrado dos Incas

Cada vez mais alto, hoje chegaremos a 3.800 m/snm. Haja pulmão! Amanheceu com cara de frio, meio com cara de chuva, até compramos um “paraguas” (guarda-chuva), mas não choveu não. Pelo contrário, fez um dia muito agradável e até bonito.

Logo cedo o ônibus veio nos pegar e partimos para o Valle Sagrado.

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Vale Sagrado e josé-maria-estraga-fotos!

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A primeira parada foi um mercado índio, com as mesmas bugigangas de sempre.

Saindo fomos para o sítio arqueológico de PISAC.

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Nossa, esse lugar é muito bonito, foi um dos locais que mais gostei. Lá tem o maior cemitério de todo império inca.

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Esses degraus chamados de “terrazas” eram utilizados para agricultura e também para conter a erosão da montanha.

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Esses buracos na montanha são as covas dos incas. Quando foram encontradas, já tinham sido violadas pelos espanhóis em busca de ouro.

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De lá fomos almoçar, e então, pé na estrada novamente com destino a Ollantaytambo.

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