I LOVE NY

Ainda na sexta, passeamos pela 5th (ficou engraçado passear pela quinta na sexta!), fomos novamente na Apple e passamos na F.A.O. Schwarz a loja de brinquedos. Eu queria tirar uma foto com um ursinho. Como é gostoso abraçar esse ursinho, ele é  SPECIAL.

FAO

Almoçamos novamente em Little Italy, no mesmo restaurante inclusive. Depois andamos mais um pouquinho no SoHo, Victoria Secret,  e o último destino: a Times, como sempre.

Hoje estreava o novo filme do Harry Potter, e fomos até o cinema pra tentar assistir. Até que não estava aquela mesma loucura que costuma haver nos dias de estréia aqui no Brasil. Mas fizemos as contas do horário e decidimos que seria melhor não entrarmos. O filme terminaria tarde, e ainda tínhamos que arrumar nossas malas (o que não seria uma tarefa muito fácil). E foi o que fizemos. Voltamos.

Eu amo a Times, e só quem ama também sabe como é difícil olhar pra todas aquelas luzes sabendo que é o último dia.

Supercalifragilisticexpialidocious!

Voltamos cedo novamente porque hoje tem outro musical da Broadway, Mary Popkins. E novamente fizemos tudo na correria, mas como estava muito frio, não nos arrumamos tão bem dessa vez…

Ah o show é lindo, o teatro é lindo e dessa vez ficamos lá na frente. Uhuuuuu!

E como sempre, algo pra nos tirar a atenção… assim que começou o espetáculo comecei a sentir um cheiro horrível, vou dizer logo, era um mau hálito vindo de não sei onde. Mas estava ruim o negócio, daí eu achei que fosse de um senhor que estava do meu lado, e toda vez que eu olhava, ele estava com boca entreaberta, feito um tonto assistindo o musical. Mas ele foi embora no intervalo, e o cheiro de fossa continuou no segundo ato, e dessa vez a Ê sentiu também, pra ver como estava feio o negócio. No final, quando todos estavam aplaudindo em pé, olhamos para trás e concluímos que o cheirinho vinha da boca tenebrosa de um cara que estava atrás de nós, ele tinha os dentes horríveis!!

Enquanto eu sentia o bafo de um lado,  a Elaine também tinha sua distração: do lado dela tinha uma dessas fanáticas por musical (nada pessoal heim Amanda) e provavelmente já deve ter assistido umas 20 vezes Mary Popkins porque cantarolava todas as músicas na orelha da Ê, e ainda balançava a cabecinha no ritmo!

Nada contra, cada um é feliz a sua maneira, só acho engraçado!!!

Aliás, acabei de lembrar da mulher cantarolando “I wish you a merry Christmas…” lá na Century, lembra Ê?? kkkkk

** supercalifragilisticexpialidocious – é uma das músicas da Mary Popkins que a menina cantava tão alegremente!

 

 

Glamour eu tenho, só “me falta-me” o dinheiro!!

Sexta, 19/11…Ah como é ruim levantar e saber que é o último dia, saber que a realidade se aproxima.

Escolhemos tomar café em uma boulangerie francesa chamada Balthazar, que fica lá no SoHo. Olhem que curioso e como simples detalhes de marketing pode fazer uma grande diferença. Na terça, se não me engano, quando fomos pra Downtown, pegamos o metro de volta lá na Spring St., no SoHo. Assim que sentamos, chegou uma moça com uma sacolinha na mão, e como muitos sabem, eu ando numa fase “francesa” e essa sacolinha me chamou logo a atenção. Era a sacolinha desse “Balthazar”, então anotei o nome e se desse poderíamos ir conhecer qualquer dia. Hoje então, procurei na internet e resolvemos que nosso café teria sotaque francês.

Balthazar

 

Embora eu não conheça nenhuma boulangerie original, o Balthazar tem um ar bem francês mesmo. E é famoso, concorrido, tem fila de espera e o melhor, é um ambiente bem gostoso e as coisas são gostosas também, próprio pra pessoas SPECIALS.

Depois do típico ovos mexidos, pedi algo mais francês, esse croissant acompanhado de nutella. Nham Nham!

 

Saímos e voltamos lá pra cima, porque hoje iríamos na Tiffany’s (a verdadeira heim)!!!!

Assim que descemos do metro, tivemos que entrar na primeira loja pra comprar um gorrinho, porque hoje estava muito, mais muito frio. Ahhh Nova York!

Já que estávamos na 5th e glamurosamente com sacolinhas verdinhas da Tiff (verdinhas heim, e não a preta de Chinatown estilo 25 de março), por que não entrar em lojas hum, digamos, mais sofisticadas, tipo que vendem bolsas como as que já tínhamos comprado nesse lugar já citado acima?

O objetivo era apenas uma pesquisa e análise da possibilidade futura de compra tendo como base a realidade financeira individual atual e/ou a probabilidade a curto ou longo prazo de entrar para a high society ou ganhar na megasena (praticamente uma tese de mestrado). Como somos finas e nos valemos da máxima “quem pergunta preço é porque não pode pagar”, além de estar com a sacolinha verde, fizemos o seguinte esquema: cada uma escolheria a bolsa de seus sonhos, a que supostamente compraria, então pediria gentilmente para vê-la e de alguma maneira, tentar descobrir o preço.

Resultados:

1. eu simplória, devo ter escolhido a espécime mais barata, e achei o preço dentro do bolso interno. Conclusão: um dia quando eu já tiver comprado todos os eletrônicos que me agradam e o dinheiro estiver sobrando, posso comprar uma.

2. Elaine, justificou a frase “a que eu mais gosto é sempre a mais cara”, além disso não tinha preço e tivemos que perguntar, deixando claro que a sacolinha da Tiff continha algo do 3o andar mesmo (prataria) e não os diamantes do 1o andar. Conclusão: minha amiga tem que ganhar na megasena ou entrar de corpo e alma no high society (primeira classe ela já anda né).

Satisfeitas com o resultado, saímos pra andar, já que é de graça mesmo.

 

 

Fotógrafa e modelo

Nessa quinta fizemos um tour fotográfico. O dia estava lindo, muito frio, mas lindo (parece que está cada dia mais frio). Paramos no Washington Square Park pra tirar umas fotinhos, depois fomos pro Flatiron Building, B&H novamente e resolvemos escolher um lugar por ali pra almoçar.

Tô ficando boa nas fotos heim!! Se for copiar essa foto, dá os créditos heim!!

Modelos internacionais!!!

Flatiron Building

 

Ganha um prêmio quem adivinhar o que comemos!!!!

Nachos, acho que os melhores até agora! O lugar é uma gracinha, fica na 34th mesmo perto do K-Mart. Ah por falar em K-Mart, Thiago, comprei Skitles lá, o grandão!!! Estou levando um pequeno estoque pro Brasil.

 

 

 

Colesterol senhora? Sim, por que não!

Uma das coisas que decidimos que iríamos fazer em NY dessa vez foi que iríamos comer bem (acho que já deu pra perceber), e é o que temos feito. Não comemos junk food nenhum dia, uns nachos aqui outros ali, mas nada de lanche, pretzel, cachorro-quente de salsicha branquela…

Então resolvemos tomar café num lugar chamado Carnegie Deli. Fica na 7th com a 55th, próximo ao Carnegie Hall. Esse lugar é famoso, já apareceu naquele programa que passa no Discovery Travel&Living, do Anthony Bordain, que viaja o mundo experimentando todo tipo de comida. O carro chefe aqui é um lanchinho de pastrami que deve ter uns 30 centímetro de altura e coloca nosso famoso lanche de mortadela do mercadão no chinelo. O lugar é simples, mas o pessoal é muito engraçado, principalmente o cara que nos atendeu. Mas lá é o típico lugar de americano comer: só aquelas coisinhas saudáveis… Nós pedimos sucos de frutas e um prato que vinha ovos mexidos e batatas fritas super gordurosas (isso é o café da manhã) e o cara os chamou de “garotas saudáveis”. O mais engraçado, ou bizarro pra nós, foi a entradinha: pepinos, os picles!!! Mas nunca comi ovos mexidos tão bons como esse, tinha muito queijo no meio, muito bom!!!!!!

Carnegie Deli

Vai um pepino com suco?

O famoso e singelo sandwich de pastrami

 

 

Café da manha super saudável – atenção para as batatas, parecem que foram fritas em óleo sujo! E são assim mesmo

 

 

Limonada Rock’n’Roll

Escutamos numa radio se não me engano, que haveria uma Big Sale na Macy’s, na quarta de manhã, então seria pra lá que iríamos.

Na verdade, não gostei de nada, ou quase nada. A Macy`s é muito cara, e muito grande, leva-se o dia todo se quiser garimpar por lá. Mas a Ê achou uma “capote” por um ótimo preço, agora ela pode usar e sair diferente nas fotos.

De lá fomos pra B&H, a lojona de fotografia. Que perdição!!! Uma Apple Store + B&H leva uma pessoa à falência.

Hoje o restaurante escolhido para o almoço foi o Hard Rock Times Square, e aqui surgiu o conto do dia. Estávamos morrendo de fome, peguei o menu e vi a foto de uma bebida, a lemonade burberry (uma limonada com uma frutinha) igual a do Bubba Gump, nem pensei, pedi essa. Pra variar, pedimos nachos e mais uma outra coisa que nem comemos tudo. Bom, quando dei a primeira golada na minha lemonade senti que estava forte, mas achei que fosse o limão… depois de um tempo comecei a me sentir zonza, tudo rodando, achei que fosse sono, eu já ia falar pra Ê que não estava bem, quando ela me falou que aquela lemonade (ela também pediu uma) tinha RUM!!! Putz, olha a minha inocência kkkk! Já estava alta depois de ter tomado um dedo do copo! Parei na hora e fiquei só com os nachos mesmo. Depois pedimos um sobremesa deliciosa de sorvete com brownie e calda quente de chocolate pra ver se o açúcar dava uma melhorada. E deu. Mas tive que ficar ouvindo que eu deveria ler as informações antes de pedir alguma coisa, e eu acho que não deveriam chamar de LEMONADE uma bebida daquelas, vai criança lá!!!

Lemonade Burberry – tão inocente…

Nachos over and over…

HARD ROCK CA E!!

 

Per favore, voglio mangiare

Após o glamour de Chinatown, resolvemos almoçar em Little Italy. Foi engraçado, a Ê perguntou como saberíamos se já etávamos em Little Italy, e eu respondi “sei lá, quando acabar a decoração chinesa e começar a italiana!”, e não é que era isso mesmo! Foi assim que descobrimos, de repente muda, de uma rua pra outra. São vários restaurantes, cantinas sempre com um host na porta tentando mostrando o cardápio e tentando te puxar pra dentro. Não tínhamos referências, então seria na sorte mesmo. A princípio gostamos de um onde as paredes eram forradas de capas de discos de vinil, fotos de revistas, muita coisa antiga. Mas quando entramos o cheiro era horrível, cheiro de coisa velha, então decidimos sair e procurar outro. Achamos que seria melhor escolher pelo host (que é o cara que fica porta) e os quesitos seriam: deveria ser bonito, simpático e italiano não necessariamente nessa ordem.

Então encontramos um onde seu host era italiano (ou seja, representava bem seu restaurante), muito simpático (como é gostoso ouvir um italiano falar) e bonito… nem tanto, mas era melhor que os outros, dava gosto de entrar.

Mais uma vez resolvi me arriscar no macarrão, embora todos saibam que não gosto, ainda assim quis provar e o prato escolhido foi Fettucine Rossana pra mim e Fettucine Alfredo pra Ê.  Uma delícia!!! Ah e pedimos como entrada uma salada (acho que era rúcula) com copa mais uns negócios que não sei exatamente o que eram mas sei que adorei!!!

Depois fomos andar no SoHo. E hoje foi a vez da Elaine ter problemas com coisas que comeu, ou melhor segundo ela, com o espresso que pra ela é um ótimo laxante. Deus abençoe a Bloomingdales e seus banheiros limpinhos!!!

 

Voltamos mais cedo hoje porque, cultas que somos, iríamos assistir um musical na Broadway: The Addams Family. Tínhamos todo tempo do mundo, mas resolvemos fazer tudo em cima da hora e saímos do hotel faltando 20 minutos, tínhamos que pegar 2 metrôs e eu correndo com salto!

Chegando lá nosso lugar era lááááááá em cima e tinha 2 cabeções na nossa frente. O primeiro ato foi meio complicado, já estava com torcicolo, mas no intervalo, discretamente pulamos umas 8 fileiras pra baixo, num lugarzinho sem nenhum cabeção na frente. O show é muito legal, muito engraçado!

Na saída, adivinhem… chuva, muuuuiita chuva! E lei de Murphy ataca novamente: andamos o dia inteiro com nossos guardas-chuva e nada; a noite que saímos sem… agora imaginem, toda arrumadinha, de saltinho, tendo que andar meia Times Square até o metrô debaixo de chuva… o meu cabelo foi-se, acabou o glamour.