Os primeiros passos

Queridos leitores,

Minha próxima meta aqui é unificar os dois blogs que tenho, o fa.nomundo e o fa.abaixodezero. Assim, todas as minhas viagens ficarão registradas em um único lugar.

Pra quem não sabe, tudo começou com o mochilão Chile/Argentina, o que foi uma das minhas maiores loucuras (por várias razões). Talvez para alguns isso não seja grande coisa, mas pra quem viveu sempre (ou quase) dentro de uma certa “normalidade” foi tudo meio maluco.

Por que foi tão diferente assim? Bom, primeiramente, foi o meu debut, eu nunca tinha viajado de maneira tão independente (antes era só na CVC); nunca tinha passado tanto tempo longe de casa e principalmente porque eu viajei com uma pessoa que conheci pela internet e só fui conhecer pessoalmente no aeroporto, no dia do vôo! Paisagens maravilhosas, albergues, comidas novas, gente do mundo todo, pessoas legais outras nem tanto, experiências interessantes, neve, muito frio… ahh tenho muita história pra contar…

Mas foi especialmente diferente pelas sensações, pela experiência e pelo desapego à realidade que isso me proporcionou e que acho ser importante sentir de vez em quando.

Se eu gostei??? Na verdade eu viciei….

Então, pra quem não acompanhou ou pra quem quiser relembrar, vou começar a colocar os posts dessa viagem inesquecível e que deixou tanta saudade!

NOVIDADE!!! Mais um blog, só que agora em FRANCÊS ou o que eu assim conseguir!!! Cada vez que eu postar algo aqui, vou tentar escrever um resuminho em francês, pra aprender e melhorar. É a globalização.

Version francaise

Saca una fotita!!!

Quando fomos para os EUA no último fim de ano, fizemos escala em Bogotá, Colômbia. Na ida, ficamos pouco tempo lá, demos uma saidinha do aeroporto mas nada suficiente para avaliar a cidade. Na volta, ficamos muito mais tempo, na verdade bem mais do que nossa paciência suportava (vide post Tudo que é bom…). Como o meu humor não estava dos melhores, não iria aguentar ficar 6 horas dentro da sala de embarque, então resolvi sair para respirar, para passar o tempo e me distrair. Fui sozinha, porque ninguém estava com pique, nem eu estava, mas ou era isso ou eu começava a chorar de tédio e vontade de chegar logo em casa.

O aeroporto El Dorado fica meio longe de tudo, então imaginei que para conhecer alguma cosa teria que improvisar um fast-city-tour. Conversei com um taxista e meio que “fechei o tour”. Faríamos um passeio de mais ou menos uma hora, indo para os principais pontos. O motorista chamava-se Carlos, ele foi o responsável pelos momentos mais hilários (por assim dizer) em Bogotá. Apesar do pouco tempo, ele me pareceu ser uma boa pessoa, de valores religiosos e familiares, um ótimo guia abrasado do amor da pátria (=patriota). Aliás, mostrava um sentimentalismo exagerado pela cidade e de uma certa forma… cômico. Sentei-me no banco da frente para que pudéssemos ir conversando. Incrivelmente tudo pra ele era importante pra ser mostrado: o consulado americano, o prédio da “receita federal” colombiana e o corredor do Transmilenio então! Ele falava muito do tal do transmilenio, a novidade do momento, revolução no transporte público… e não sossegou enquanto não me mostrou um:

Hã?!?! Sim é um ônibus articulado… dã…

E ai de mim se não fotografasse o transmilenio! Por falar em fotos, toda vez que ele me mostrava um “ponto turístico” ele dizia: “saca una fotita, saca!” e eu, por consideração, fotografava. Ele mandava eu deixar a maquina ligada para não perder nadinha, e se a bateria não estivesse acabando, eu teria milhares de fotitas.

Aquele é o prédio mais alto de Bogotá e parece que é a sede da Avianca

Senado

Plaza de Toros Santamaria

A coisa mais bizarra desse tour aconteceu quando cruzamos com um homem carregando um violão pela rua, era “el cantante”. Carlos, o taxista, entrou em êxtase quando o viu. Ele chamou o homem e pediu para fazer uma pose para minhas fotitas, não se importando com a fila de carros que se formava atrás de nós. Eis o “cantante”:

Sim, é isso… Sei lá, talvez seja uma celebridade decadente…

As fotos não ficaram tão boas, porque tirei a maioria com o carro em movimento (com exceção do cantante), então não consegui mostrar essa cidade como gostaria. Na verdade, nem a vi como gostaria. Eu sei que  Bogotá tem lugares bem interessantes, mas embora eu não tenha conhecido nada, minha opinião não mudou muito e não é diferente da maioria de vocês. Colômbia… Café, Shakira, Higuita e Valderramas  e aqueles outros produtos que não precisam ser citados né.

Mais fotos: http://picasaweb.google.com/Fapguedes/Bogota#

“Só tomei ca-cha-çaaaa”

Eu sempre trago boas histórias das minhas viagens, e algumas bem cômicas normalmente acontecem nos vôos , nos ônibus ou em qualquer meio de transporte em que eu esteja. Eu até estranho quando está tudo normal, quando não tem criança flatulenta ao meu redor ou  querendo abrir a saída de emergência, estranho quando não tem ninguém batucando na mesinha do meu encosto… Quando eu entro numa sala de embarque sempre fico de olho nos outros passageiros, se tem algum potencialmente perturbante, com certeza ele irá no meu vôo e mais precisamente bem perto de mim (lei de murphy).

Mas olha só o que achei, e o mais incrível é que eu não estava lá!!

Esse é O MALA!