Viajar é preciso, e ler também

Sempre que começo a planejar alguma nova viagem ou simplesmente me interesso por algum lugar específico, eu começo a pesquisar tudo sobre esses locais. Além da internet, a qual utilizo muito, eu busco informações em livros, guias e revistas.

Os guias são essenciais quando se viaja de maneira independente e pode-se carregá-los pra todos os lugares, principalmente os que tem mapas. Meus guias favoritos são os da série Rough Guides, que provavelmente deve haver um pra cada lugar do mundo. As informações são completas e com ótimos mapas das cidades. Possuem também dicas de hotéis, restaurantes, atrações entre outras coisas nas diversas faixas de preços.

As revistas são interessantes também, porém eu as considero muito elitistas, mesmo aquelas que vem com a matéria de capa: “dicas de uma viagem barata”. Não tem nada de barato nas dicas das revistas, elas sempre indicam coisas não muito acessíveis para a grande maioria, aliás já cheguei a desanimar consultando apenas revistas.

O melhor mesmo quando se pensa em planejamento é utilizar a internet. Além de sites, tem também os blogs e fóruns, riquíssimos em dicas que não se encontram em nenhum outro lugar. Pra mim os mais legais são: o http://www.mochileiros.com e a série http://www.vamospara…algum lugar, porque tem vários: vamosparanovayork, vamosparalondres e etc (no twitter basta seguir o @guiasdeviagem que tem dicas sobre todos os lugares interessantes). E tem um blog muito legal, que já lançou até um ebook só com as dicas que é o Nova York para Mãos de Vaca, nem precisa dizer do que se trata né. Ótimo.

Por falar em livros, aqui estão alguns dos meus, mais voltados às viagens.

Parece que tem “estranhos no ninho” aí né? Vou explicar.

O primeiro da esquerda é o Harry Potter and the Deathly Hallows (Relíquias da Morte), está aqui porque o Harry, Ron e Hermione viajam bastante atrás das “relíquias”, é claro que no mundo deles. Gostei muito desse livro.

A saga Senhor dos Anéis é a melhor de todas. A maioria conhece pelos filmes, mas não imagina como os livros são mais legais, completos e criativos. Os filmes mostraram a jornada toda tendo como cenário as lindas paisagens da Nova Zelândia, que realmente ilustram muito bem o que é narrado. Mas ler esses livros é uma viagem. Tem muito mais história, a peregrinação dos Hobbits é muito mais longa e sofrida. Pra variar, todo livro é sempre mais legal que o filme.

Aquele “1.000 Places to See Before You Die” carrega uma história minha rsrsrs. Nele foi baseado um programa de mesmo nome que passa no Discovery Travel&Living (1000 Lugares para conhecer antes de morrer). Quando fui pra NY nesse ano eu queria comprar um livro na Barnes&Noble, e o escolhido foi esse. É interessante, mas não muito útil. Isso porque dentre esses mil lugares estão restaurantes de hotéis ou mesmo alguns hotéis, um lugarzinho no meio do nada… sei lá se vale a pena, acho que estão lá apenas para completar os mil.

Esse Dicionário de Baianês é cômico, comprei no aeroporto de Salvador (óbvio). Eu já falei nesse blog que quando viajamos temos dificuldade com a língua local, e muitas vezes é o português mesmo que complica. Alguns termos e expressões eu já conhecia porque convivi durante cinco anos com uma amiga baiana, na faculdade, e enriqueci muito meu vocabulário rsrs. É bem interessante.

Eu tenho muita coisa em eBook também, e um bem legal é o Mar Sem Fim, do Amyr Klink. Neste livro o autor relata sua volta ao mundo solitária, circundando a Antártida em seu veleiro. Bem interessante, às vezes cansativo quando ele usa muito termos náuticos, mas eu não via a hora que ele chegasse (tanto quanto ele talvez) e ao mesmo tempo gostaria que ele não chegasse e continuasse a narrar sobre as lindas paisagens que ele via.

Nossa tem tantos outros livros legais sobre esse tema ou que de alguma maneira narram alguma viagem. Alguém indica algum???

Curitiba citytour e chuva

Quando cheguei na sexta, fui logo atrás de um passeio de ônibus que nos leva aos principais pontos turísticos da cidade. É igual aquele ônibus de NY o Sightseeing, só que verdinho, todo ecológico e sinceramente, mais gostosinho que o da Big Apple. A gente compra o ingresso dentro dele mesmo, e pode-se embarcar/desembarcar em mais 4 pontos. Na sexta fui até o Jardim Botânico, onde tirei aquelas fotos lindas, afinal o dia colaborou (Deus tem me dado dias lindos em minhas viagens) e depois desci apenas na rodoviária pra comprar o passeio de trem. Como já estava tarde, achei melhor voltar e continuar no domingo, porque o ônibus leva em média 2 horas e meia pra fazer a volta completa, e logo iria escurecer.

Hoje fui fazer o resto do passeio, ou pelo menos ir aonde eu queria, mas acabei indo apenas aonde a chuva permitiu. Não vou reclamar, uma porque eu queria frio (mas não chuva) e outra porque como já disse, Deus me dá cada dia…

Depois de um ótimo café da manhã (adorei o café do Hotel Savoy) saí e logo vi que passear no andar de cima da jardineira (como eles chamam aquele ônibus) não seria uma opção das melhores: estava frio e com muita cara de chuva. Fui pegá-lo no ponto do Teatro Guaíra, que é bem perto do hotel e aproveitei pra tirar umas fotos da Universidade do PR que é bem alí.

A meta de hoje seria a Ópera de Arame, mas queria também ir até o Museu Oscar Niemeyer, parar em algum parque, almoçar em Santa Felicidade… mas a meteorologia não estava favorável. Teimosamente, fui pro andar de cima e antes mesmo de chegar a Ópera de Arame começaram a cair os primeiros pingos… mas não recuei. Desci na Ópera, tirei minhas fotos, tomei um delicioso chocolate quente e logo a chuva de verdade começou. Embarquei no próximo e no caminho até o Parque Tanguá a chuva parou, desci lá, tirei fotos e logo fui embora. E a chuva começou de novo, na verdade uma tempestade.

Eu queria descer em Santa Felicidade, mas não tinha como, fora que eu tinha que fazer o checkout do hotel e voltar pra casa né. No final das contas desci no Largo da Ordem, porque recomendaram ir lá aos domingos por causa da “feirinha”, e mais uma vez essa “feirinha” é daquelas hippies… mas o lugar até que é bonito, é um centro histórico. Procurei um lugar pra comer e achei o Sr. Garibaldi, uma gracinha, ótimo atendimento, perfeito. Comi pene ao funghi, ok, nem eu acredito (pra quem não sabe eu detesto macarrão) mas gostei. Embarquei na jardineira pela última vez e quem eu encontro lá: um casal com quem eu tinha conversado e até dado umas dicas lá no Teatro Guaíra, no começo do dia. Fizeram o passeio e adoraram também. E outra coisa engraçada: 2 vezes que embarquei na jardineira em locais diferentes, encontrei um casal de namorados, que me chamaram a atenção porque os dois usavam uma boina e o cara ia sentado a moça de pé, nada mais… quando fui pro aeroporto e entrei no meu vôo, fui procurar o meu assento e quem estava do meu lado? O casal “boinado”!! Eita mundo pequeno né!!!

Mais fotos: http://picasaweb.google.com.br/Fapguedes/Curitiba?feat=directlink